segunda-feira, 26 de abril de 2010

Pequenas garotas

Pequenas garotas e Freegells... É assim que tudo começa, recomeça ou se recorda. Figurinhas são coringas. Devaneios e flashbacks. Revirando lá no fundo, tola, cega e admiravelmente viva. Apenas uma garotinha deslumbrada com frases românticas, desenhos e fotos. Tão frágil, tão inocente, criança demais pra entender, entender que a vida não era só aquilo, que conviver com este alguém era ter a responsabilidade de carregar junto a si seu coração numa caixinha, com zelo e atenção. Não é um conto de fadas, nós não vivemos num conto de fadas. O que vêm depois do final feliz? Cansaço e esgotamento. Por mais que nos esforçássemos ambos tínhamos defeitos. Crianças, brincando de amar. Olhei, muitas vezes observei aquele desenho que tu fizestes pra mim, hoje nem me lembro do que sentia afinal. Ele andava dentro do meu fichário junto às folhas bagunçadas remendadas com adesivo, bilhetes engraçados com rimas, tarefas da escola e talvez uma caricatura do professor de matemática. E é claro... Figurinhas de Freegells. Eu era apenas uma garotinha deslumbrada com frases românticas, desenhos e fotos. Observando agora, noto como dramatizamos coisas tão pequenas pelo apelo de torná-las grandes suficientes para serem notadas, para notarem que mesmo como um fantasma estou aqui. Falamos, gritamos e aumentamos. Adoramos enfatizar os problemas fazendo-os parecer qüinquagésimas vezes maiores do que de fato eram. Engraçado, não sou a mesma de antes, tudo parece tão distante. Tenho a sensação de que se anos se passaram e todas essas coisas estão guardadas numa caixa no fundo do meu guarda roupa. Retirar é abstrato, não faz diferença. Uma história vivida por outros e contada por mim. Escrever, aconselhar, abraçar, brincar, girar, exagerar, chorar, cantar ou pular. Este é meu jeito garotinha de ser. Hei little boy não se iluda com ele, não sou aquela garotinha transtornada. Estou apenas mostrando a eles do que a vida se trata. Todo tipo de amor, é amor, o importante é amar. Não se trata apenas de espertez e sim de inteligencia. Enxerguem uma expressão, decifre um olhar e acima de tudo saiba ler o coração. Busque, além, bem mais além de frases românticas e figurinhas de Freegells.

" O mais importante que se pode aprender é: Amar e em troca amado ser." Moulin Rouge

sexta-feira, 23 de abril de 2010

No meu mundo.

Eu desenho assim, cada curva, cada detalhe. Eu crio, eu escolho. Eu posso! Posso voar rodar, diminuir ou aumentar. Eu posso colorir! Posso ser roxa como o Barney, ou verde como o Hulk. Eu posso montar e desmontar, como brincar de Lego. Eu posso ter cadeiras falantes ou mochilas ambulantes. Eu posso sair voando amarrada em balões coloridos? Por que não? Por que no meu mundo, eu posso. Mas como esse mundo não é meu, eu não posso. Puxa, mais que decepção! Dizem-me sempre que é com ela que a gente aprende que é assim que criamos maturidade pra tomar conta de nós mesmos, e eu definitivamente não a tenho. Toda vez que um probleminha acontece já julgo o fim do mundo, parece egoísta, eu sei... Talvez seja um de meus defeitos, mais é inevitável. Quantas decepções são permitidas em cada humano? Será que tem um limite? Diz-me quem é que teve a infeliz idéia de idealizar pessoas perfeitas e por que este hábito pega? Mais que merda. Pareço revoltada? Não, tecnicamente estou até conformada. Decepção não mata não, mas cansa! E depois que a gente cansa o que é que se pode fazer? Nada, ria apenas ria toda vez que se sentir nervoso, triste ou decepcionado. Observe como está ridículo e ria. Rir é o remédio, melhor que rir dos outros é rir de si mesmo. Estamos tão cansados de nossas vidas que nos refugiamos em pequenas coisas. Coisas estas que pode ser dignas ou não de tanto zelo atenção, logo irá descobrir! Boa sorte amigo. E depois de tudo isso o que é que se pode fazer? Realizar, conhecer, fazer. Pegue sua mochila e vá REALIZE ALGO. E quando sentir-se desiludido tenha sempre o hábito de acreditar em seis coisas impossíveis antes do café da manhã. E lembre-se, você pode ser ninguém no mundo, mais pode ser o mundo de alguém.
P.S.: Um dia darei a volta ao mundo.

Texto inspirado em, e dedicado para Mahanie Adad

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Até o anoitecer.

Até o anoitecer ainda há tempo de dizer Eu te amo, eu preciso de você! Poucas palavras que expressam milhões de sentimentos num só corpo, num só momento, milhões de sensações, de medos, de ansiedade, de aconchego... de AMOR. O amor pode vencer o convívio diário? Tenho minhas duvidas, mais se for real, o impossível varia de acordo com o ponto de vista. E se não for? Acabará como muitos, na merda. Vejo, vejo, vejo, não quero mais ver tudo acabar fracassado. Da mesma maneira sempre, da mesma maneira. Corações partidos, palavras amigas, lágrimas sufocadas, feridas abertas. Estou cansada! Não têm nexo, descobri que não quero, eu não quero partir seu coração! Parti-lo em duas metades, guarde uma metade e me dê a outra. Atores estão fingindo, e a escrita às vezes, mentirá. Não se pode acreditar. Crianças sim, são sempre honestas, por que elas não acham que um dia morrerão, não conhecem metade do ruim do mundo e eu preferia nunca conhecido, me assusta saber que ainda tem mais. O amor é o que me prende aqui, é o que me dá o verdadeiro sentido. Meus pais, meu amigos, os amores de uma vida. O que faz dela eterna, eterna para quem vive, para quem sonha, para quem fica e eterna para quem vai, além do sol até o anoitecer.

Inventando moda.

Batatas nunca falham!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

As crianças não estão bem.

"Quando éramos jovens o futuro era tão promissor, a antiga vizinhança era tão viva, toda criança naquela droga de rua inteira iria fazê-la grande e não derrotada. Agora a vizinhança está quebrada e dividida. As crianças cresceram mas suas vidas são passadas. Como pode uma pequena rua engolir tantas vidas? Chances desperdiçadas, nada está livre. Tão distante do que costumava ser. Ainda é difícil, difícil de ver. Vidas frágeis, sonhos despedaçados. Jamie teve uma chance, bem ela teve mesmo ao invés disso ela largou a escola e teve um casal de crianças. Mark ainda vive na casa dos pais porque não conseguiu emprego, ele só toca guitarra e fuma muita maconha. Jay cometeu suicídio. Brandon teve uma overdose e morreu. Que diabos está acontecendo? O mais cruel dos sonhos, realidade. Chances desperdiçadas, nada está livre. Tão distante do que costumava ser. Ainda é difícil, difícil de ver. Vidas frágeis, sonhos despedaçados, chances desperdiçadas. Nada está livre, tão distante do que costumava ser. Ainda é difícil, difícil de ver. Vidas frágeis, Sonhos despedaçados."
[The kids aren't alright - The Offspring]

domingo, 18 de abril de 2010

Boa noite. Inspire, expire, respire. As horas medem o tempo, o tempo mede a vida, o minuto passado foi unico, a noite de hoje é unica. A ultima noite de hoje da sua vida, a ultima noite de hoje da sua vida. Aproveite cada minuto. Idealize e realize. Ame e conquiste, conquiste e você sabe... Pense e faça. Ouça e sinta, sinta e dance, dance dance até a noite acabar. Viva até a vida acabar, aproveitem a vida, vivam a vida... Viva la vida! [Green Valley]

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Vontades e Impulsos.

Vontades e impulsos... E se eu sentir vontade de gritar? De bater? De chorar? De girar ou abraçar? Desde criança a gente aprende a se controlar, ou ser controlado. Seria isso bom senso? Limitação? Ou apenas outra tentativa de acabar com os inconvenientes? Está certo. Mais não precisa ser certo para sempre. E se eu sentir vontade de gritar? Quem é que vai me controlar? Seriam, ações impulsivas? Talvez eu esteja certa, o que com certeza me induzirá a continuar assim, ou talvez esteja errada, o que me fará pensar de que devo pensar mais antes de fazer, e não depois. Dê que adianta pensar tanto afinal? Muitas vezes nos decepcionamos por não fazer, e ainda me julgam por decepcionar-me com o que faço sem pensar? Sim o famoso limite! Já encontrei o meu, aprendi a controlar meus impulsos, só me falta aprender a conter os sentimentos. Bom, pelo menos eu tenho a coragem de fazer, a dignidade de admitir, o coração e a força de perdoar e ser perdoada. Viver não nos dá tudo, muitas vezes nos tira. Eu acredito que não existe certo e errado, existem caminhos que levam a diferentes destinos. Julga-se errado, o que acaba certo, mais certo do que o que era certo antes. Nem sempre o certo é certo, ilusões meu caro amigo, nem tudo que reluz é outro. O errado que deu certo. Era pra ser assim, e assim foi, contente-se ou definhe subterrado pelo próprio pessimismo. Mais e se eu tiver vontade de gritar? Gritarei, pois talvez amanhã eu não possa mais fazê-lo.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Aquela monotonia.

Oh famoso vazio, és tu que manda aqui? Procura-se uma pessoa qualificada para ocupar um cargo importantíssimo de amigo presente diariamente, não há preferência de sexo. Pois é, e lá vamos nós, segunda, terça, quarta, quinta-feira, você conta os dias para o esperado final de semana, e quando se depara com o querido sábado, a grande desilusão de mais um dia letivo, então você conta as horas para seu domingo feliz, que segundo muitos não passa de um dia de dormir, medíocre. Seu único dia, refugio da maior alegria. O dia de retornar, lembrar, ser novamente o que eu era, o que eu sempre fui. Ser aquela que sempre tive orgulho de exibir. A liberdade do riso, do aconchego, a liberdade do “Eu” pedindo, por favor, para sair. Estou me transformando na pessoa que eu via de longe e tinha medo, horror e desprezo de ser, é tão natural que pareço não ter escolha. Estou fora do meio habitat natural, mais eu digo NÃO, eu não vou ser esta pessoa, você foi fraca e se refugiou nestas paredes sujas e quando sair daqui não terá ninguém. NÃO, eu não vou ser esta pessoa. Eu gosto da diversão, eu gosto da amizade, mais eu gosto acima de tudo, do amor, ao contrário de tu que gostas somente de dormir e esquece que há um mundo repleto de novidades apenas aguardando seu “Ok” pra entrar. Permita-se ser alguém. Permita-se viver, pois tu morres mais um pouquinho a cada dia que termina. E lá vai tudo novamente, lá estou eu, de volta na mesma monotonia... Segunda-feira! Já disse que segunda-feira deveria ser um feriado nacional? Pois é, mais a gente faz o que pode e ela sempre acaba de uma maneira divertida, eu que estou dramatizando tudo mesmo. Bom continuando aí, o pior de tudo não é estar triste, é estar triste e não ter consolo, é estar triste e ver alguém triste e a tentativa frustrante de tentar consolar ambos e não conseguir consolar a ninguém. Às vezes passa pela minha cabeça desistir, jogar tudo pro alto (mais é só uma ideia ridícula, estúpida num momento de raiva e desespero, talvez o dia em que eu matar alguém me sinta realmente realizada) Daí eu pensei “Quantas coisas eu terminei até hoje? ” E aquela interrogação foi ecoando como se estivesse me percorrendo por inteira, e o silêncio permaneceu, o próprio silencio deu a resposta para minha pergunta. É, nem tudo é do jeito que a gente quer, as vezes não era pra ser assim mesmo. Tenha fé em Deus, este é seu primeiro conflito mais com certeza não será o ultimo. As vezes não era pra ser assim mesmo. Não fique triste! Não desta vez. Obrigada, pois meu sucesso esta apenas começando amigo, me aguarde. E é sempre bom lembrar uma frase que minha professora sempre diz "O único lugar em que o sucesso vêm antes que o trabalho, é no dicionário" Incrível né? Como eu consigo me contradizer tantas vezes num único texto! Me surpreendo com isso, me surpreendo com obviedades. Não caia na rotina, saia do óbvio, melhor que surpreender aos outros é ser capaz de surpreender a si mesmo.

terça-feira, 13 de abril de 2010

domingo, 11 de abril de 2010

Como uma gata.

Gatos são livres. Saem, namoram, brigam. Mais sempre voltam, para o lugar que é seu de coração, sempre voltam para o seu lar. Seja livre, como uma gata. Escute, como uma gata. Enxergue, como uma gata. Seja ágil e inteligente, como uma gata. Carinhosa, como uma gata. Saia, divirta-se , ria, dance, namore, mas volte, como uma gata, pois não há nada melhor, que o nosso lar. Seja uma gata, por que ser uma gata não se baseia apenas em ser linda, pois isto seria só mais uma futilidade. Ser uma gata, é ser mulher, é ser independente, é saber lidar com as complicações cotidianas. Ser uma gata é saber fazer do mundo real o ideal e ainda conseguir ser esplêndida, amada, e especial.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Eu venho perambulando por ai.

Eu venho perambulando por ai, ouvindo a musica tocar e o tempo passar, e eu a observar. Eu venho perambulando por ai, estando sempre a criar, novos amigos, todos muito simpáticos, receptivos, porém cobertos, pintados. O que eu não sabia? O dia acaba o sorriso diminui, a maquiagem escorre, e a confiança leva-se anos para construir. Eu não sabia que me apegar demais era um erro, eu não sabia que sempre tem um elo fraco na corrente. Eu não sabia que me notavam e eu nem percebia, eu sabia que tudo que eu queria era ser alguém um dia. Mais o que realmente não sabia, é que eu sou alguém, melhorando todo o dia. Eu venho perambulando por ai, e tudo que eu precisava era de um tempo pra pensar. Dêem-me esse tempo, mais não me abandonem. Eu estou aqui, e você? Está aqui? Eu venho perambulando por ai, querendo apenas escutar "Estou aqui", essa melodia ou o silêncio sincero de um abraço. Adivinhou o momento certo pra me ignorar, o momento certo para eu notar que tenho que me afastar. Acabo de notar o subliminar, e devo menosprezar. Eu venho perambulando por ai, ouvindo a musica tocar, o tempo passar, sem falsos sorrisos, pinturas. Porém desta vez acompanhada pelo que é real, pelo que é sincero pelo que eu chamo de amizade, sem mascaras, sem mensagens subentendidas, mesmo que não todos os dias, pois vale a pena esperar por este dia. O simples e sincero especial. Já notou que muitas vezes um desconhecido com a melhor das intenções entende mais da gente do que aqueles que olham para seu rosto todos os dias com a mesma expressão. Os que olham para você todos os dias e são incapazes diferenciar um sorriso alegre e contagiante de um sorriso forçado, lutando para esconder uma lágrima. Surpreendo-me com isso, surpreendo-me com obviedades. Ou eu sou realmente uma ótima atriz ou você realmente não vê. Espero que isso faça você reparar, eu estou aqui, mais não estarei aqui para sempre, talvéz eu nem esteja mais aqui, eu vou perambulando por ai.

sábado, 3 de abril de 2010

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O que foi dito, foi dito.

A palavra. Pequena ou grande, suave ou agressiva. Sim ou não? Seu tamanho ou tom não é de extrema importância. Foi dita. E agora? Impensada! Pode mudar mais coisas do que esperava mudar. Mudar... Para melhor ou pior? Como adivinhar? Ah as palavras, como mexem com o nosso psicológico, de carinho e amor, nos fazem flutuar. As vezes mesmo ditas com inocência magoam. As vezes só se espera uma palavra, de conforto, amizade, amor, raiva, incompreensão. Muitas vezes a falta de uma palavra magoa, muitas vezes a própria palavra magoa. Uma palavra pequena para quem diz, enorme para quem escuta. Ah essas palavras, muitas vezes meu desejo era levar um soco para não escutá-las. Talvez doesse menos. O soco é passageiro, palavras ficam. É meu bem, eu acredito na força que as palavras exercem sobre nós e você? Ei garotinho, tome cuidado com o que diz tudo pode ser mal interpretado. Até o que vem com boas intenções. Paredes têm ouvidos e o mundo está cheio de gente mal intencionada. Poderá sua história chegar distorcida a outros ouvidos. E pra desfazer o mal entendido? Uma frase qualquer, se pronunciada com sinceridade pode me alegrar infinitamente, surpreender, iludir, entristecer, e isto tudo de uma maneira que não modifica depois. Ah se eu pudesse apertar delete ao cometer uma gafe, seriam menos oitocentos e noventa e nove micos em minha história. Mais é, o que foi dito, foi dito, não dá pra mudar, a cena não volta não muda. Poderá tentar concertar, me surpreenda se conseguir. Palavras, gestos, atos impensados ou sua ausência, magoam. Cada palavra tem seu momento a ser dita, e se dita fora de hora... E depois? Desculpa? Eu já pedi tantas desculpas, na infância, os pais, a professora e a irmã, forçavam desculpas toda hora. Não compreendia como uma palavra me liberava a dizer palavrão depois. Uma palavra me salvava de um castigo. Uma palavra e estava limpa novamente. Não era fácil dizê-la, algo como baixar a guarda, esmolar. Desculpas, desculpas e mais desculpas, a todas que me foram ditas, creio que poucas foram de coração. Mais me responde essa então: Desculpa é diferente de Perdão? É, se pedir desculpa já é tão difícil, pedir perdão é um tormento. Com perdão, os olhos devem estar fechados e a boca atenta como um ouvido. No perdão, percebo que viver não nos dá tudo, muitas vezes nos tira. No perdão, a lealdade não precisa perguntar. Perdoar é se dar conta de que o amor protege mais do que evita. Perdoar é enfrentar, desculpar é se esconder. Desculpas acontecem quando queremos nos livrar logo de algo, apenas nos redimir. O perdão é mais complexo. Já a mágoa é diferente, cada vez que magoar alguém pregue um preguinho em uma madeira, quando este pessoa lhe perdoar, retire o prego e repare, ali ficou uma marquinha. Talvez seja ingenuidade de minha parte acreditar que se uma promessa é feita, ela deverá ser cumprida. Não importa a ocasião. Se a intenção não era cumprir, por que é que prometeu afinal? Brincadeira? Achou graça? Será que era mesmo brincadeira? Ou apenas escolheu dizer por brincadeira o que não teve coragem de dizer por verdades? Toda brincadeira tem um fundo de verdade. Harmonize, sua fala, seu pensamento, com o momento e o sentimento. Controle sua língua, ou ela controlará você.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O outro lado.

Olhe. Observe a sua volta, há mais do que shoppings, há mais que meras desilusões amorosas. Enquanto você sofre porquê levou um pé na bunda, outros sofrem por não ter o que comer, sofrem por não ter onde morar, sofrem por não saber o que fazer. Coloque numa balança, agora veja. Qual lado está pesado? Se você come, alguém está deixando de comer, a comida não dá para todos. Se não for atropelado vai ficar no desemprego. Se não ficar desempregado vai pegar um efisema, será abandonado pela mulher que ama. Arrebentado pelos filhos ou ficará impotente. E se escapar de tudo, ficará velho senil, babando num asilo. Como diz o texto do Computa. Pessimista? Talvez. Poético? Nem um pouco. Enquanto a população vive de migalhas. Qual é o porém? Inventar outro imposto? Novidade. Mais se com toda essa desgraça, com toda miséria, com a falta de tudo (dinheiro, conforto, oportunidade, informação! Só não falta filho mesmo), têm gente que consegue ser feliz mesmo assim. Pare e pense, de que é que reclama? Não tape os olhos para o que acontece a sua volta. Um dia certamente essas mesmas pessoas que hoje não enxergam a miséria, sentirão vergonha de si mesmas. Os mais cínicos dirão: O que eu posso fazer pra ajudar? Provavelmente acharão que não tem culpa pela miséria no mundo, afinal o problema é dos governos, sejam eles socialistas, democratas, imperialistas, monarquistas, etc etc e tal. Quando não mais acharem culpados dirão que o problema é de Deus. Apenas aproveite as chances que a vida lhe dá pois existem pessoas que matariam pra estar no seu lugar. Dê mais importância a tudo que realmente tem valor na sua vida. Tudo vale a pena, cada um têm a sua maneira de ver a vida. Quando lhe bater o medo... Não feche os olhos.

"Só você vai saber lidar com o mal que há em você e o bem que há em você, toda a miséria que gera a insegurança imposta à você, que oprime você." Charlie Brown Jr.