quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Brinquedos e fardos

As coisas boas que deixamos para trás não nos deixam em paz, o que a rotina nos oferece hoje não nos satisfaz. A vida é assim, como uma criança que tenta abraçar vários brinquedos ao mesmo tempo e assim vai deixando que alguns caiam no meio do caminho, se arranhem, se estraguem e se você voltar para busca-los, pode ser que consiga mas vai derrubar outros brinquedos. E assim, cansada, continuará andando com os brinquedos que couberam em seus braços, pode ser que sinta falta dos brinquedos que derrubou e se valer mesmo a pena pode fazer uma segunda viagem, mas corre o risco de outra criança ter pegado seu brinquedo. Quem opta por abraçar todos os brinquedos não pode caminhar, não consegue evoluir, não sai do lugar. É assim com as pessoas também.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Imagine



Lê-se com o coração, fecha-se os olhos e deixa que as palavras invadam tua mente. Sente, torne seu coração presente. A cabeça é um quadro vazio que a imaginação preenche. Enfeita-se como festa de criança e dança. Abra os olhos e não se esqueça, faça com que a sua imaginação aconteça. Para um mundo com mais flores, pinte dores ou amores com as suas próprias cores.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Verdade clichê

Um sorriso colorido de vontade 
Um coração sedento por verdade 
Um olhar pedindo um beijo seu 
Uma lágrima que já te esqueceu 

Clichê e vazio 
Distante ou frio 
Modernidade não me conforta 
Do contrário, só me entorta 

Se erro é por prazer 
Se te culpo é sem querer 
Fora das estatísticas de felicidade 
Diversão de verdade não têm idade.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Por ai

Tá todo mundo igual 
Não sabe o que vai fazer 
Pede pra ser normal 
Mas não pensa no que dizer. 

 Eu to comendo comida sem sal 
Onde é que está o prazer de comer? 
Eu to vivendo num mundo animal 
Quem é que lembra o prazer de viver? 

Coordenadas geográficas não vão te ajudar 
Seu coração você não sabe onde enterrou 
Comece a procurar 
Pois não se lembra se um dia amou. 

No fim você acha que cresceu
Quando se esqueceu de tudo o que fez de bom 
Não sabe se mereceu 
E se tinha realmente um dom. 

 Numa pequena onda o mal está submerso 
Tudo o que fez já é parte do universo 
O coração apodrece e é a alma quem cresce. 
Nas dimensões de um espírito nada se esquece.